Blog do Digão


Superestimados
29/07/2010, 11:00 pm
Filed under: igreja, Pastorado de verdade

Existe muita coisa superestimada ultimamente. Aliás, ultimamente não. Creio que sempre houve coisas superestimadas.
Por exemplo, no campo da música brasileira: existe coisa mais superestimada que Raul Seixas? Ele tem uma legião de admiradores e adoradores, mas sua música é ruim, muito ruim, já que drogas e concentração para compor letras não combinam.
Cazuza também foi outro superestimado. Além de ter uma voz horrorosa, tinha língua presa. Ouvi-lo cantar eu tô pedindo, sssssem pai nem mãe, bem na porta da ssssua cazzzzzza dá tristeza. Isso sem dizer que, ao cantar a burguesia fede, ele próprio se acusa, uma vez que seu pai era um alto executivo de uma gravadora. Talvez por isso o contrato saiu rapidinho, não?
Outro superestimado foi Renato Russo. Letras pueris, voz igual à de Jerri Adriani, cantor-galã da Jovem Guarda, atitudes auto-destrutivas, que eram confundidas com meneios de um poeta, uma alma sensível presa em um corpo inconformado…
Em nosso meio, há também vários superestimados. Por exemplo, Philip Yancey é bem superestimado. Tudo bem, Maravilhosa graça é um excelente livro. Mas um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Alma sobrevivente deveria se chamar Leitor sobrevivente, de tão chato!
Renê Terranova também é extremamente superestimado. Aliás, não só ele, mas também sua profetisa, Valnice Milhomens. Tal como as duas bestas do Apocalipse (AP 13), essa dupla é altamente superestimada, entendida como gente de Deus. Mas é gente fruto de seu próprio ego doente. Patriarca? Putz, conta outra!
Malafaia também se acha, assim como o casal Hernandes. Tal como sanguessugas, eles fizeram da mentira um estilo de vida, e da chantagem espiritual um método de trabalho. A quem eles pensam que enganam com aquele discurso pretensamente espiritual? Bom, a muita gente, quando vemos os haras apostólicos e os aeromalas no ar…
Mas nós também nos superestimamos. Achamos que somos a última bolacha recheada do pacote, a última coca-cola gelada do Saara. Cremos que, por nosso rigor teológico, por nossa ortodoxia calvinista, restauraremos a igreja evangélica brasileira de seu paganismo crônico. É tão duro vermos que tal rigor teológico vira-se contra nós, ao vermos que Deus somente é soberano; sendo assim, Ele não precisa de nossa preciosa colaboração!
É hora de não pensarmos mais a nosso respeito de modo a nos superestimar (Rm 12.3). É hora de entendermos que, se nos achamos tão importantes assim, escondemos nossa insignificância de nós mesmos.

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8 comentários so far
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Tô, já virei a cara. Pode bater do outro lado!

Comentar por Alexander Moitinho

KKKKKKK!

Comentar por revdigao

Achar a letras do R.Russo “pueris”,demonstra a sua pouca habilidade para interpretar as metáforas do cotidiano usadas por ele para falar da alma humana.

Comentar por Priscila

Sabe que você tem razão? A letra de Meninos e meninas (Acho que te amava, agora acho que te odeio / São tudo pequenas coisas e tudo deve passar / Acho que gosto de São Paulo / E gosto de São João / Gosto de São Francisco e São Sebastião / E eu gosto de meninos e meninas) deveria ser estudada em uma disciplina dentro dos cursos de Letras nas nossas faculdades, redefinindo temas chatos e irrelevantes como Semiótica. Afinal, Renato Russo é nosso Fernando Pessoa, nosso Rainer Maria Rilke, nosso Goethe. Se escrevesse em alemão, então, já teria ofuscado Thomas Mann por completo. A história lhe fará justiça, junto com Evaldo Braga e Mallu Magalhães.

Comentar por revdigao

Pior que superestimar indivíduos, é subestimar a cultura nacional. Nem sei porque estou escrevendo isto aqui, afinal, daqui a 100 anos quando estiverem cantando “meninos e meninas” quem se lembrará do blog do Digão?

Comentar por Priscila

Daqui a cem anos não sei de nada. Mas sei que, no presente, você se lembra de mim! Quanto a subestimar a cultura nacional, se você conhecesse realmente quem é seu objeto de devoção, saberia que Renato Russo e sua banda sofreram influência dos brasileiríssimos Joy Division, The Cure, Ramones e Smiths. Aliás, Renato Russo valorizou tanto a cultura tupiniquim que gravou um CD chamado The Stonewall Celebration, cantado em nossa língua materna, o inglês.

Comentar por revdigao

Qunado nos convercermos que nossa “sabedoria” e “teologia” são como poeira no Universo, e nos colocarmos como servos, vai começar neste momento, dentro de nós, o avivamento que poderá mudar os rumos, senão da igreja evangélica brasileira, pelo menos da nossa religiosidade semi-morta.
Por que será que é tão difícil ser somente ovelha…

Comentar por Gelza Rúbia

Hum…Renatão envelheceu mesmo, mas tem coisa boa. É o burgues Clarice Lispector – entupido da grana, entediado que escreve para extravasar e geralmente escreve sobre o que vê pela janela do carrão importado. Agora a cria do Renato deu entrevista falando que é herdeiro legítimo do Legião, que em Brasilia todo mundo quer ser funcionário público e ganhar bem(!?), diz que não precisa trabalhar (!?). Enquanto houver fãs, com certeza não, ele será a antítese mal feita do que seu pai fez…

Comentar por Marcos Vinicius




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